Leituras de abril e maio/2021 📚

Acertei muito nas escolha das leituras desse último bimestre 🥰… dos quatro livros, dois foram sensacionais 🔝, um muito bom 👏🏻👏🏻e um médio, então, no geral, foi produtivo .

Vou colocar aqui um pouquinho sobre cada um:

  1. 📍Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.

Um livro de ficção científica publicado em 1953, conta a realidade absurda 🤦🏻‍♀️onde o trabalho dos bombeiros é queimar livros. Não é permitido a autonomia dos indivíduos 😣e nem mesmo o pensamento crítico, por isso toda leitura é proibida. Uma forte crítica ao autoritarismo e à repulsa ao conhecimento presente durante o nazismo na década de 50.

Guy Montag é o protagonista, um bombeiro cujo trabalho é incendiar livros. Ele faz parte de uma corporação de agentes do Estado que vigiam, fiscalizam e destroem livros, pois esses objetos eram vistos como maléficos aos cidadãos, deixando-os descontentes e improdutivos.

O título Fahrenheit 451 é a temperatura necessária para iniciar a queima 🔥de papel, que corresponde a 233 graus celsius.

O número 451 aparece no uniforme dos bombeiros, assim como o desenho de uma salamandra 🦎, animal visto na mitologia como uma criatura ligada ao fogo.

O livro conta sobre a paixão pelos livros e a importância que o conhecimento tem em uma sociedade, podendo ser visto como ferramenta de transformação social. Vale lembrar que o próprio governo brasileiro, durante a ditadura militar, censurou livros, músicas e filmes.

Assim, Fahrenheit 451 é um clássico que permanece provocando questionamentos e instigando o senso crítico.

A história ficou bastante conhecida também com a adaptação para o cinema do diretor François Truffaut, em 1966.

2) 📍A bailarina de Auschwitz, de Edith Eva Eger.

O livro conta a história real de uma sobrevivente do holocausto. Uma história sobre sofrimento, dor e superação. Mostra com excelência que você precisa perdoar o próximo, mas precisa se perdoar e acreditar em você antes de tudo. ❤️Uma história inspiradora e inesquecível de uma mulher que viveu os horrores da guerra e, décadas depois, encontrou no perdão a possibilidade de ajudar outras pessoas a se libertarem dos traumas do passado. Edith Eger era uma bailarina de 16 anos quando o Exército alemão invadiu seu vilarejo na Hungria. Seus pais foram enviados à câmara de gás, mas ela e a irmã sobreviveram, com muita dificuldade.

Já adulta e mãe de família, resolveu cursar psicologia, e hoje ela trata pacientes que também lutam contra o transtorno de estresse pós-traumático e já transformou a vida de muitas pessoas, como veteranos de guerra, mulheres vítimas de violência doméstica e tantos outros que, como ela, precisaram enfrentar a dor e reconstruir a própria vida. Um relato emocionante de suas memórias e de casos reais de pessoas que ela ajudou. Uma lição de resiliência e superação, em que Edith nos ensina que todos nós podemos escapar à prisão da nossa própria mente e encontrar a liberdade, não importam as circunstâncias.

O livro traz uma mensagem positiva sobre a dor que cada um de nós sentimos. A todo momento a autora busca nos ensinar que a nossa própria dor não é maior ou menor do que nenhuma outra e devemos entendê-la e respeitá-la. Como ela fez depois de muitos anos, entender a própria dor e perdoar é uma forma de nos curarmos para seguir em frente. Simplesmente sensacional… 🥰o melhor livro que li nos últimos tempos com toda certeza🔝… todo mundo deveria ler esse livro.

3) 📍O sol é para todos, de Harper Lee

Publicado em 1960, esse romance aborda temas como racismo, injustiça e preconceito social. É narrado por uma garotinha alegre e muito esperta de seis anos, Jean Louise (Scout), que mora com o pai Atticus, um irmão mais velho e uma governanta, na pequena cidade fictícia de Maycomb, no interior do Alabama em meados de 1930.

Atticus Finch, ao contrário da maioria dos habitantes do vilarejo, é um homem pouco dado a convicções religiosas, mas tem fortes regras morais. E uma delas é que prejudicar, de qualquer forma, alguém mais fraco ou com menos poder de defesa é um pecado sem expiação.

Apesar de ser contado por uma criança o livro é crítico, e aborda as injustiças de um julgamento, que tem como advogado de defesa o pai da garotinha, defendendo um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca. No tribunal do júri os jurados são movidos pelo clamor público e pelo preconceito enraizado da região e condenaram o acusado.

A inocência de Jean Louise é um detalhe à parte no livro… impossível não se apaixonar por ela. 🥰Eu adorei o livro👏🏻👏🏻… vale muito a pena☺️

A escritora americana ganhou o Prêmio Pullitzer de Ficção em 1961 por causa dessa obra.

4) 📍A mística feminina, de Betty Friedan.

No livro A Mística Feminina, a psicóloga, jornalista e ativista estadunidense Betty Friedan discute o lugar que a sociedade reservou para as mulheres como esposas, mães e donas de casa, gerando um sintoma social que ela chama de “problema sem nome”, um vazio existencial que afetava as mulheres estadunidenses heterossexuais, brancas e moradoras dos subúrbios de classe média.

Para Betty Friedman a questão central do problema sem nome é “uma estranha discrepância entre a realidade de nossa vida como mulheres e a imagem à qual tentávamos nos adequar, imagem que passei a chamar de mística feminina” (p. 9). O que Friedman nos mostra em sua longa pesquisa, é como as mulheres parecem infelizes ao tentarem se adequar a estes papéis de esposas, mães e donas de casa.

O livro, publicado pela primeira vez nos Estados Unidos em 1963 e em 1971 no Brasil, apresenta os efeitos da mística feminina sobre as mulheres em 14 capítulos que exploram as diversas faces desta questão: 1. O problema sem nome; 2. A feliz heroína; 3. A crise na identidade; 4. A jornada apaixonada; 5. O solipsismo sexual de Sigmund Freud; 6. A paralisia funcional o protesto feminino e Margaret Mead; 7. Educadores orientados pelo sexo; 8. A escolha errada; 9. Comércio orientado pelo sexo; 10. As tarefas domésticas expandem para ocupar o tempo disponível; 11. Pessoas em busca do sexo; 12. Desumanização progressiva: o campo de concentração confortável; 13. O self perdido; 14. Um novo plano de vida para as mulheres. Então, de uma maneira bem eloquente, a autora nos ajuda a compreender como é viável para a sociedade capitalista manter as mulheres em casa.

O livro é extenso, são mais de 500 páginas de reflexões abrangentes sobre o tema, talvez por isso eu tenha achado um pouco cansativo no início 😉 Mas a leitura é muito boa e necessária.

Um beijo grande, com carinho😘

Lara Beatriz ❤️🌹

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