Santiago – Chile (primeira parte)

Em julho de 2016 fizemos uma viagem deliciosa com a família reunida e a companhia de amigos queridos (sim, eles de novo, os Olivers) para visitarmos nossos amigos Marcelo, Lúcia e Julia, que estavam morando em Santiago, no Chile. O convite surgiu em um churrasco de fim de ano, regado a muita cerveja, e talvez eles não acreditassem que realmente iríamos. Mas o fato é que na primeira oportunidade, férias de julho, aterrizamos em solo chileno: dez pessoas e muitas malas.

Encontramos com os Olivers no aeroporto em São Paulo e voamos juntos para o Chile.

Santiago, capital do Chile, possui mais de 6,5 milhões de habitantes em sua região metropolitana e é um dos destinos mais procurados da América do Sul. Impressiona já do alto, com a vista espetacular da Cordilheira com sua imensidão de picos cobertos de neve.

Nossos amigos  moram em uma linda e espaçosa casa, em um charmoso condomínio e fomos todos muito bem recebidos e acolhidos com carinho. Viajar é sempre prazeroso, e estar com amigos ainda mais.

Marco, Nei e Marcelo são amigos desde a faculdade… ou seja, há muuuuuito tempo.

Quinta-feira, 21 de julho de 2016. Nosso primeiro dia de passeios. Após um farto café da manhã, muitas blusas e recomendações dos nossos anfitriões (Marcelo trabalha lá, então não podia passar o dia conosco), lá fomos nós, arriscando em um espanhol bem primário e nos aventurando no transporte público.  A primeira atração do dia era visitar a exposição Antigo Egito, no Centro Cultural La Moneda. Eram peças do Neues Museum, de Berlim, com mais de 400 itens entre sarcófagos, gravações em pedra, rolos de papiro, jóias e outras coisas interessantes.


O evento era gratuito, talvez por isso estivesse tão lotado, com filas para entrar nas salas. Mês de julho é sempre mais lotado em atrações turísticas… mas mesmo assim valeu a pena.  As peças eram lindas e tinha muita variedade.

Seguimos para o Mercado Central, um ponto turístico clássico de Santiago, com muitas barracas que vendem frutos do mar, ervas, queijos, carnes, artesanatos e lembrancinhas. Achei bem chato a insistência dos garçons e dos guias de turismo querendo vender pacotes para as atrações na região, mas o lugar é muito legal. No mercado encontramos a tradicional culinária chilena e a famosa centolla – uma espécie de caranguejo gigante cultivado no Sul do Chile. E lá fomos nós experimentar .

Escolhemos um restaurante muito acolhedor, e a Centolla é realmente sensacional, apesar de muito cara… muito mesmo. Mas era o dia do nosso almoço ostentação, depois economizaríamos nos outros dias. Eles serviam junto uma bebida deliciosa e também tradicional no Chile chamada pisco sour, um coquetel  preparado à base de pisco e limão. Delicioso!! Mas… bebi demais e fiquei bem zonza.

Esse almoço foi inesquecível: a comida era deliciosa, bebemos muito, cantamos moda de viola,  rimos feito crianças e por muito pouco não tivemos que lavar a louça para pagar a conta… juro que achei que era a única opção… eita almoço caro. Passeamos ainda pela região central, conhecendo um pouco mais de Santiago. A cidade é grande, limpa, arborizada e com um sistema de transporte público eficiente.

No jantar Marcelo preparou uma das mais divinas yakisoba que já comi na vida (só perde para a do meu pai), acompanhada de um saboroso vinho para aquecer no frio do inverno chileno (e olha que era vinho nacional…rsrsrs).

Sexta-feira, 22 de julho de 2016. Nosso segundo dia. Beatriz chegou bem cedo!!! Que delicia.. agora estamos completos.

Fomos direto para o Parque Metropolitano, onde fica o zoológico de Santiago. Para chegar no zoológico, fomos com um funicular, aqueles famosos trenzinhos que são coligados a um cabo de aço e que nos levam até as partes mais altas. Antes de chegar até o ponto mais alto do Cerro San Cristóbal, com 880 metros, ele pára no Zoológico. O local é em forma de zigzag, construído nos desníveis do morro. Pegamos um mapa com informações na entrada para conseguir entender como encontrar cada animal.

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A visita ao zoológico durou umas duas horas e a vista do morro é espetacular. No zoológico há mais de mil animais, cerca de 158 espécies. Para nós brasileiros, os animais que mais chamaram nossa atenção foram os pinguins e um imponente tigre branco. Mas existe também um grande aviário, com circulação interna, bem diversificado, com flamingos, pavão e um lindo cisne negro.

Seguimos então até o alto do Cerro, para apreciar Santiago do alto.

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Alto do Cerro de San Cristóbal
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Vista maravilhosa!

Lá encontra-se uma pequena capela e a imagem da Imaculada Conceição,  com 14 metros de altura sobre um pedestal de 8,5 metros, a padroeira da cidade. Foi nesse local que o Papa João Paulo II realizou uma missa, em 1.987, sua única visita ao Chile.

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Imaculada Conceição
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Aproveitamos para provar o famoso Mote con Huesillo – bebida doce, típica chilena, feita com suco de damasco, vem com a fruta dentro e huesillo (grãos parecidos com milho) no fundo do copo. Ninguém gostou… Comemos também empanadas, uma espécie de pastel com recheios diversos. Descemos o morro com o funicular e passeamos um pouco para conhecer o bairro Bellavista.  Ainda fomos à uma loja de artigos para neve alugar roupas para o próximo passeio… Vale Nevado e Farellones.

E mais uma vez  nos saciamos em um delicioso jantar regado a muito vinho.

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Compadres

Fomos dormir ansiosos com a programação na neve para o dia seguinte..

Continua no próximo post…

Beijos com muito carinho e gratidão

Lara Beatriz.

2 comentários em “Santiago – Chile (primeira parte)

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